sexta-feira, 30 de julho de 2010

Forum Harmonica hoje em Fortaleza

Instrumento em expansão


Clique para Ampliar

André Carlini: gaitista veterano faz parte da programação do Fórum Harmônicas 2010, fazendo show ao lado de músicos cearenses e ministrando workshop sobre o lado rítmico da gaita

30/7/2010

Fórum Harmônicas 2010 começa hoje, com shows, oficinas e atividades de arte-educação. A quinta edição do festival que destaca gaitistas cearenses e convidados acontece até domingo, no Dragão do Mar

Ainda que seja mais antiga que o blues, a gaita costuma ser associada, prontamente, ao gênero musical norte-americano. Ligação que envolve perdas e ganhos para as harmônicas. De um lado, garante um interesse renovado pelo instrumento. Tanto que é em geral pelo blues que os novos músicos chegam. Por outro lado, a associação termina por confundir os leigos, que pressupõem uma limitação do instrumento, como se ele tivesse que ficar restrito a um único tipo de música.

Desfazer esse mal entendido é um dos interesses do Fórum Harmônicas, cuja quinta edição começa hoje, no Centro Dragão do Mar, com entrada franca em toda a programação. O evento já acontece há cinco anos, organizado por nomes da cena blueseira de Fortaleza: Diogo Farias, Roberto Maciel e Luiz Carlos de Carvalho. A programação é formada por shows e workshops.

Hoje, na abertura do Fórum, se apresentam o mineiro Marcelo Batista e o paulista André Carlini. Ainda sobem ao palco, no evento, o cearense Diogo Farias, o pernambucano Jeovah da Gaita, o curitibano Benevides Chiréia Jr. e o paulista Sérgio Duarte. Todos ministram workshops abertos ao público (a inscrição é a doação de um livro em bom estado).

Além do blues

"É verdade que a gaita teve expansão muito grande quando foi incorporada ao blues. O objetivo do Fórum é romper com a ideia de que essa é uma ligação exclusiva. Não é nada contra o blues, tanto que há espaço para ele na programação dos shows. Só que é importante saber que você pode tocar qualquer coisa com a gaita", ressalta Diogo Farias. "Claro que, de um gênero para o outro, muda a maneira de tocar, as técnicas e até os equipamentos que podem ser usados", explica o gaitista, que se apresenta com sua banda, a De Blues em Quando, no sábado, quando lança o segundo álbum do grupo, "O que é que eu toco pra ganhar dinheiro?".

Evolução

"Hoje a gaita é um instrumento. Antes era um brinquedinho", dispara André Carlini, um dos convidados desta edição do Fórum Harmônicas. Músico autodidata, Carlini é um conhecedor da gaita há pouco mais de 20 anos. A provocação não é à toa, garante. "A diferença entre o gaitista e o gaiteiro é como a que existe entre o jornalista e o jornaleiro. Os dois fazem coisas distintas e tem conhecimentos diferentes", compara. "Antes, os caras tocavam gaita e não sabiam o que ela podia oferecer. Agora, têm mais técnica, mais método. É instrumento mesmo, como a guitarra, o baixo. E da mesma forma que acontece com eles, você pode tocar rock, pop, jazz, tudo na gaita", esclarece.

O músico põe em prática sua visão das possibilidades oferecidas pelo instrumento. "Eu não toco blues. E toco gaita. Por mais que o timbre seja bluesy, o que faço é bossa nova, jazz, funk... Estava ensaiando com a banda que vai se apresentar comigo na sexta-feira e não fizemos nenhum blues".

Na avaliação de André Carlini, o instrumento encontrou, no Brasil, um território de rara fertilidade. "Quando comecei a tocar, você não tinha informação sobre o instrumento. Não da forma que se tinha sobre violão, guitarra, piano. Hoje, a situação mudou. O Brasil é um celeiro de bons gaitistas", enfatiza. "Isso tem a ver com o fato de ser um país musicalmente muito rico. Os EUA ainda são muito fechados para outros ritmos. Lá é mais o blues mesmo. Na Europa, os caras já curtem outros estilos e tocam eles na gaita. E a música brasileira, você sabe, é essa variedade imensa de estilos, gêneros, ritmos", acrescenta. "Houve um avanço musical e temos muita gente boa tocando jazz, chorinho... Antes, todos os meus alunos chegavam querendo tocar blues. Agora, já chegam uns querendo fazer bossa, reggae".

Assim como os demais convidados dessa edição do Fórum Harmônicas, André Carlini tocará com uma banda formada por músicos da cena cearense. Ele sobe ao palco acompanhado por Lu de Souza (guitarras), Dudu Freire (baixista) e Daniel Alencar (batera). A banda ensaiou na quinta-feira para ganhar o entrosamento necessário a um show cuja linha condutora será o improviso.

Interação

A interação é outra das ideias-chave para entender a proposta do Fórum Harmônicas. "No ano passado, os convidados elogiaram a qualidade dos músicos do Ceará que tocaram com eles", destaca Diogo Farias.

Ele conta que essa troca de experiências é um dos princípios que motivaram a criação do Fórum. "Tive a ideia de fazer um festival que fosse como um grande congresso dedicado à gaita. Nos EUA, eles têm a convenção da Spah (Society for the Preservation and Advancement of the Harmonica). Queríamos fazer algo semelhante no Brasil. Além da estrutura, a diferença do nosso evento para o americano é que temos uma parte social, em que trabalhamos com crianças", compara Farias. Enquanto o encontro da Spah tem como público alvo os músicos, o Fórum Harmônicas abrange ainda o público ouvinte e investe na formação de novas gerações de instrumentistas.

Formação

E foi com uma atividade formativa que o fórum de 2010 começou. Além da programação que acontece no Dragão do Mar, uma parceria do evento com a Fundação Raimundo Fagner tem promovido uma oficina de harmônica para 60 crianças entre 8 e 12 anos. O trabalho começou dia 25 e termina hoje, com performances dos participantes na sede da própria Fundação. À frente desse trabalho, dois jovens gaitistas que se têm destacado no Estado: os arte-educadores Di Lennon Ribeiro e Rodrigo Bezerra. Diogo Farias conta que essas oficinas têm surpreendido os organizadores. "No ano passado, com apenas uma semana de trabalho, 27 dos 60 alunos já conseguiam tocar três temas na gaita", comemora.

Programação

Hoje

21h - Show de Marcelo Batista
22h30 - Show de André Carlini

Sábado

9h - Workshop "Gaita Groove", com André Carlini
10h30 - Workshop "Gaita, Uma voz Sublime", com Benê Chiréia Jr.
14h - Workshops "Gaita Blues" e "Microfones e amplificadores para gaita", com Sérgio Duarte e Diogo Farias
15h30 - Workshop "Gaita Cromática", com Jehovah da Gaita e Marcelo Batista
21h - Show de Diogo Farias - IMPERDÍVEL
22h30 - Show de Sérgio Duarte

Domingo

20h - Show de Benevides Chiréia Jr.
21h30 - Show de Jehovah da Gaita

Mais informações

V Fórum Harmônicas - De hoje a domingo, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Abertura hoje, às 21 horas, com shows de Marcelo Batista e André Carlini. Entrada: doação de um livro. Contato: 3488-8600.

Esse mundinho da voltas mesmo!

Ciro anuncia apoio a Dilma


30/7/2010
Clique para Ampliar


O socialista, no entanto, evitou dizer se vai participar da propaganda eleitoral da petista na TV

Brasília - O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou ontem que é "disciplinado" e que vai apoiar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) porque é uma decisão de partido.

Após um almoço de mais de uma hora com a petista, Ciro evitou dizer se vai participar da propaganda eleitoral da petista na TV. Segundo ele, seu empenho na campanha dependerá de suas "preocupações com o futuro do país".

Esse foi o primeiro encontro de Ciro com Dilma desde que o PSB rejeitou sua candidatura presidencial em troca da aliança com a petista.

"O apoio nunca esteve em discussão. Meu partido tem uma posição formal e eu sou disciplinado. Quanto a engajamento e entusiasmo, na medida em que as minhas preocupações com o futuro do país vão se revelando, vai aumentando meu entusiasmo."

O deputado afirmou que ainda não concorda com o caminho escolhido pelo PSB nas eleições e lembrou sua relação pessoal com Dilma a quem chamou de "velha amiga".

"Eu considero ainda que meu partido não tomou a posição correta, tomou a decisão errada e acho que a democracia brasileira perdeu a oportunidade de ampliar o debate e a discussão, mas como eu amo a democracia, e na democracia não são as opiniões individuais que devem prevalecer, deve prevalecer da maioria", afirmou.

Ciro disse que está disposto a receber Dilma para campanha no Ceará. "Você acha que se chegar lá uma pessoa como a Dilma, eu não vou receber? De maneira alguma."

Questionado se saiu diferente do almoço, Ciro foi irônico. "Estou com a mesma camisa e gravata", afirmou.

Após a decisão do PSB de não lançar candidatura própria, Ciro atacou Dilma e chegou a dizer que o candidato do PSDB, José Serra, era "mais preparado" para enfrentar qualquer crise nos próximos anos e afirmou que não participaria da campanha. A reconciliação de Ciro e Dilma teria sido patrocinada pelo presidente do PSB e governador Eduardo Campos (PE).

"Eu dei a ele a única coisa que posso dar: absoluta liberdade para fazer o que quiser. Não exijo nada, não peço nada. Se ele quiser participar ativamente vai participar" disse Dilma após o almoço.

AVISO À OPOSIÇÃO
Lula disse que, em campanha política, os candidatos mudam seu discurso para agradar ao eleitorado

Porto Alegre - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Porto Alegre, que irá participar ativamente da campanha e que tem obrigação de escolher quem serão seus candidatos. "Tem gente que quer me tirar da campanha, mas tenho obrigação de participar e escolher quem será meu candidato ou candidata."

Lula disse que, em época de campanha eleitoral, os políticos mudam seu discurso e, no palanque, passam a "falar mal das pessoas que eles sabem que não podem falar mal, porque são quem financia suas campanhas".

Segundo o presidente, nenhum político, nesta época, fala mal de catador de papel ou de movimentos pela moradia. "Esta época é de desancar empresário, de "bater´ em banqueiro", disse Lula, sugerindo que esse discurso agrada ao eleitorado. "É assim a lógica da política nacional." Ainda de acordo com Lula, a política é "a arte do óbvio", que é fazer "aquilo que o povo precisa, sem inventar".

Lula participou de evento para a assinatura de contratos do PAC para duplicação de duas rodovias federais no Rio Grande do Sul e para a construção de novas moradias, além de obras de mobilidade urbana em Porto Alegre, para a Copa de 2014.

À noite, ele participou de um comício com a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na capital gaúcha. O presidente criticou, ainda, a "máquina de fiscalização" das obras públicas e o atraso que ela provoca no andamento de projetos do governo federal.



Maradona lo llamó mafioso. Bilardo quiso desbancarlo y se postuló a la presidencia de la AFA. Grondona, el tercer nombre fuerte del fútbol argentino de las últimas décadas, los reunió a los dos en un proyecto que terminó como terminó. Y en otra jugada genial, logró que Bilardo quedara como el responsable de la salida de Maradona. En el medio, el escándalo del que se ríe la prensa internacional y los hinchas de todo el mundo pero que no servirá como revulsivo para la refundación. Nada cambiará, ¿o algún otro dirigente se atreverá a proponer los cambios evidentes y radicales que se necesitan? Maradona, Bilardo, Grondona le ponen el apellido a una realidad.

“Traición” fue la palabra que usó Maradona para definir a Bilardo. No fue la que usó Riquelme cuando anunció su renuncia a la Selección porque “con este técnico no pensamos igual”. Grondona y Bilardo sabían que estaba instalada la sospecha de que Maradona había desestabilizado a Basile con la ayuda de algunos referentes. Nunca lo hablaron con Maradona.

Para no convocar a Bianchi y cumplir con el reclamo histórico de “una oportunidad” para Maradona en la Selección, Grondona le dio el cargo. Pero le puso a Bilardo al lado bajo el pomposo pero insignificante título de “director de Selecciones Nacionales”. Maradona blanqueó el caso: “lo pusieron por si yo me caigo” . Grondona y Bilardo nunca lo desmintieron y dejaron hacer. Y Maradona hizo sin que jamás lo pusieran en caja, más allá del enroque de Enrique por Lemme, aceptando a Mancuso al que Bilardo, ahora, define sin nombrarlo como “bichito”.

Aunque dijo que su equipo sería “Mascherano y 10 más” , el técnico convocó 17 volantes centrales durante su gestión. Cuanto menos puede pensarse en un técnico ineficaz, dubitativo o timorato. Pero Grondona y Bilardo estaban al tanto de que muchas convocatorias estaban sospechadas de esconder una promoción de futbolistas. Los nombres son conocidos: Prediger y Bertoglio, de Colón, o Jara, de Arsenal, curiosamente. Si el presidente de la AFA y el director de Selecciones Nacionales sabían, como sabían del rumor, ¿por qué nunca se supo que al menos hubieran conversado sobre este tema ríspido con Maradona? Ni hablar de que esos rumores escondieran una verdad. El miércoles, en su programa de radio, Bilardo dijo que “ningún empresario me dio plata por poner a un jugador” . ¿A cuento de qué lo recordó cuando intentaba la primera defensa de las acusaciones de Maradona? El frustrado amistoso de Dubai previo al viaje a Sudáfrica fue otro punto delicado: ese partido “lo acercó” el técnico.

¿Por qué se llegó a Pretoria con semejante bomba de tiempo? Hay claros responsables. La eliminación en Ciudad del Cabo activó el mecanismo. Si Argentina hubiera tenido otro final en el Mundial, nadie hablaría de mentiras ni traiciones ni nadie debería aclarar lo que está bastante oscuro.

Despreciado públicamente por Maradona, ninguneado absolutamente, ¿por qué Bilardo aceptó semjante humillación de vivir casi a escondidas en Pretoria? Sería bueno que Grondona explicara por qué no rescató a su “director de Selección Nacionales” de esa situación. Sea cierto o no que fue quien traicionó a Maradona, a Bilardo le ha quedado la etiqueta pegada en el imaginario popular porque la palabra de Maradona, equivocada, errada, disparatada, sigue teniendo poder. El tema de fondo es que a la Selección le queda un Bilardo “director” desprestigiado y desautorizado.

Ser, estar, pertenecer son distintas formas de mantenerse en el negocio. La Selección es uno grande y todos quieren su parte, sobre todo si se cree que hay derechos adquiridos. Grondona conserva a salvo la tesorería de la AFA porque el cachet del equipo no se devaluará por la ausencia de Maradona. En su rédito político no serán pocos quienes le acreditarán haber sacado a Maradona, sin preguntarle por qué lo puso. Y el año que viene irá por otro mandato en la AFA mientras conserva vicepresidencia de la FIFA. Mancuso dice que Maradona ya tiene una oferta de Brasil mientras el astro acaba de poner en el freezer su presentación del domingo en El Show del Fútbolaunque ya había arreglado los términos económicos porque quiere esperar a la meneada conferencia de prensa de Bilardo anunciada para el lunes, en el hotel Intercontinental.